Relatório entregue por Portal Baruck
Essa campanha não está apenas "mal otimizada". Ela foi colocada para operar com uma estratégia que depende de dados que a conta não tem.
O erro central é este:
A campanha foi alterada para Maximizar conversões, mas não existe uma estrutura confiável de conversões configurada.
Na prática, o Google foi mandado procurar "conversões", mas a conta não informa corretamente o que é uma conversão, quanto vale um lead e quais ações realmente indicam paciente potencial. Isso explica a queda brusca de cliques depois da alteração.
Nota atual estimada da campanha: 32/100.
A campanha tem intenção local boa, Penha e Zona Leste, mas está travada por três falhas graves: estratégia de lance errada para o momento, ausência de rastreamento e negativação mal feita entre grupos. Pelo checklist de auditoria, os pilares mais críticos são intenção das palavras-chave, estrutura dos grupos, negativação, rastreamento de conversões e qualidade do tráfego gerado. Esses pontos têm impacto direto em ROI, conversão e capacidade de escala.
Prioridade: Muito alta
Impacto no ROI: Muito alto
Esse é o primeiro erro que precisa ser corrigido.
Maximizar conversões só faz sentido quando a conta já tem:
Sem isso, a estratégia fica cega. Ela pode reduzir entrega, perder volume de cliques, entrar em aprendizado ruim e buscar sinais fracos ou inexistentes.
Voltar temporariamente para uma estratégia mais controlada:
Opção 1, Maximizar cliques com limite de CPC
Boa para recuperar volume enquanto o rastreamento é corrigido.
Opção 2, CPC manual ou CPC otimizado
Boa se quiser mais controle por grupo e palavra-chave.
Eu não manteria Maximizar Conversões agora. Primeiro precisa reconstruir a base de dados.
Prioridade: Muito alta
Impacto no ROI: Muito alto
Há ausência de configuração entre Google Tag Manager e Google Ads.
Esse é o tipo de erro que destrói qualquer tentativa de otimização inteligente.
A campanha pode até gerar chamadas, mensagens ou contatos, mas se isso não volta como dado para o Google Ads, o algoritmo não aprende. E pior: você não consegue saber se o clique barato é bom ou ruim.
Conversões primárias
Essas devem contar para otimização:
Prioridade: Muito alta
Impacto no ROI: Extremo
Esse ponto muda o jogo.
Hoje, para o Google, todos os leads parecem iguais, quando são rastreados. Mas na prática, um lead pode ser:
Sem valor de conversão, a campanha não aprende a buscar os melhores leads.
Criar uma régua simples de valor:
| Evento | Valor sugerido |
|---|---|
| Clique no WhatsApp | R$ 10 |
| Formulário enviado | R$ 20 |
| Lead respondeu no WhatsApp | R$ 40 |
| Lead qualificado | R$ 80 |
| Consulta agendada | R$ 150 |
| Virou paciente | R$ 300+ |
O ideal é importar conversões offline depois: lead qualificado, consulta agendada e paciente fechado.
Sem isso, você otimiza para volume. Com isso, começa a otimizar para qualidade.
Prioridade: Muito alta
Impacto no ROI: Alto
Essas palavras são boas. São Z4 local. A pessoa está buscando um psicólogo em uma região específica ou próximo dela.
O problema está nas negativas.
Remover do grupo Penha:
Como estão em correspondência ampla negativa, elas podem bloquear buscas úteis ou criar conflito semântico com termos importantes.
Principalmente "Psicólogo Zona Leste" pode atrapalhar buscas de pessoas que estão na Zona Leste e procuram atendimento na Penha. A Penha fica dentro da lógica geográfica da Zona Leste, então esse bloqueio precisa ser feito com cuidado.
Adicionar no grupo Penha:
Minha recomendação: começar com "zona leste" como negativa de frase no grupo Penha.
Prioridade: Muito alta
Impacto no ROI: Alto
Esse grupo tem intenção Z4 clara. A pessoa quer psicólogo na Zona Leste. O problema é que as negativas colocadas estão matando variações naturais de busca.
Remover do grupo Zona Leste:
Adicionar no grupo Zona Leste:
Prioridade: Muito alta
Impacto no ROI: Alto
Esse ponto é decisivo para explicar a queda de performance.
Se as negativas erradas começaram no dia 27, então a queda após essa data não deve ser interpretada apenas como "o mercado piorou" ou "o Google parou de entregar".
A campanha passou a ter bloqueios internos.
Ela ficou com um grave problema: palavras-chave negativas impedindo que os grupos disputassem buscas importantes.
Esse tipo de ação derruba entrega, reduz cliques e bagunça o aprendizado.
| Palavra-chave | Intenção | Diagnóstico |
|---|---|---|
| "Psicólogo perto de mim" | Z4 | Muito boa |
| [Psicólogo perto de mim] | Z4 | Muito boa |
| "Psicólogo na Penha" | Z4 | Excelente |
| [Psicólogo na Penha] | Z4 | Excelente |
| "Psicólogo bairro Penha" | Z4 | Boa |
| [Psicólogo bairro Penha] | Z4 | Boa |
Esse grupo é comercial. Não é topo de funil. Deve receber verba.
| Palavra-chave | Intenção | Diagnóstico |
|---|---|---|
| "Psicólogo Zona Leste de SP" | Z4 | Boa |
| [Psicólogo Zona Leste de SP] | Z4 | Boa |
Esse grupo também é comercial, mas mais amplo que Penha. A tendência é Penha converter melhor se a página e o anúncio tiverem promessa local forte.
A campanha deve ficar assim:
Palavras:
Negativas no grupo:
Palavras:
Negativas no grupo:
Adicionar em nível de campanha:
Cuidado com "ansiedade", "depressão", "casal" e "infantil". Só negativar se a Cláudia realmente não atender essas demandas.
Como a campanha é local, o anúncio precisa capturar intenção de proximidade. O paciente que digita "psicólogo na Penha" quer saber três coisas rapidamente:
Títulos (sempre conferir limites de caracteres)
Descrições
Títulos (sempre conferir limites de caracteres e adaptar se necessário)
Descrições
A campanha da Cláudia não está com problema de mercado. Está com problema de configuração.
A mudança para Maximizar Conversões foi precoce. As negativas criaram conflito interno. E a ausência de conversões impede qualquer aprendizado real do Google Ads.
Os três pontos que vão mudar o jogo dela são:
Depois disso, a campanha volta a ter base para gerar cliques qualificados, leads mensuráveis e otimização real.
Pelo diagnóstico, o ponto mais importante não é simplesmente "mexer na campanha".
A campanha tem ajustes necessários em palavras-chave, negativas, estratégia de lance e anúncios. Mas o gargalo principal é mais profundo: hoje o Google não está recebendo dados confiáveis sobre o que realmente importa.
Na prática, a campanha foi colocada para buscar conversões, mas ainda não existe uma estrutura forte dizendo ao Google:
Sem isso, a campanha fica limitada. Ela pode até gerar cliques e mensagens, mas o Google não aprende com a qualidade desses contatos. Ele não sabe diferenciar uma pessoa curiosa de uma pessoa pronta para marcar consulta.
E esse é exatamente o tipo de coisa que faz a psicóloga investir em anúncio, receber algumas conversas no WhatsApp, mas não ter clareza se a campanha está atraindo pacientes bons ou apenas contatos soltos.
Por isso, minha recomendação para a Cláudia não é apenas "arrumar a campanha".
O caminho mais seguro é reconstruir a base da captação com o Setup com Tracking Avançado.
Nesse setup, nós montamos:
Uma página pensada para transformar a busca do paciente em contato no WhatsApp, com comunicação local, clareza de atendimento, chamada para agendamento e estrutura voltada para conversão.
Com grupos bem separados, palavras-chave de intenção real, negativas ajustadas, anúncios alinhados com Penha/Zona Leste e estratégia de lance compatível com o momento da conta.
Aqui está o principal ganho. Em vez de a campanha depender apenas de cliques ou mensagens iniciadas, estruturamos o rastreamento para acompanhar melhor a origem e a qualidade dos leads.
Isso permite sair de uma campanha "cega", que apenas tenta gerar volume, para uma estrutura mais inteligente, preparada para mostrar ao Google quais contatos têm mais valor.
O objetivo é simples: reduzir desperdício de verba, melhorar a leitura dos resultados e dar base para que a campanha, com o tempo, busque pessoas com maior chance de virar bons agendamentos.
Sem tracking, a campanha depende muito de tentativa e erro.
Com tracking, começamos a criar uma base real para tomar decisões melhores: quais buscas trazem leads bons, quais termos devem ser cortados, quais anúncios atraem pessoas mais qualificadas e quais contatos realmente justificam o investimento.
Por isso, considerando os problemas encontrados no diagnóstico, o setup mais indicado para a Cláudia é o Setup com Tracking Avançado.
Esse investimento não é apenas para "colocar a campanha no ar".
É para corrigir a estrutura, montar uma página preparada para conversão e deixar a campanha com uma base de dados muito mais inteligente para buscar pacientes melhores, e não apenas mais cliques.